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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Cantinho News


"Hoje é Melhor do que para Sempre" novo romance erótico português.

"Hoje é Melhor do que para Sempre" lançado em Maio em Portugal pela editora Ideia-Fixa (grupo Alêtheia), é a nova febre editorial do gênero romance erótico. Escrito por uma autora portuguesa anônima que atende pelo pseudônimo de S D Gold. Pouco se sabe sobre ela, apenas que é mulher portuguesa "Igual a tantas outras, que abraça com paixão e com brio os papéis que a vida lhe oferece: de mãe, mulher e de profissional bem-sucedida", define-se assim a autora do livro erótico  que optou por não revelar a verdadeira identidade. 


Sinopse: Maxwell Fox e Viviane Rose são dois jovens adultos que não escondem a sua vontade incessante de dar resposta aos seus desejos mais íntimos. Eles anseiam por desfrutar em pleno da sua sexualidade, que se materializa num conjunto de escolhas que preenchem uma vida quase paralela. À margem da rotina diária, não resistem ao incauto e crescente desejo de se entregar à luxúria, explorar o corpo até ao limite, desafiar os valores mais rígidos da sociedade, quebrando regras e correndo riscos. Mas será que, nesta viagem, não descuram o maior perigo de todos? E será o amor compatível com o lado mais louco da paixão?


Confiram a entrevista por escrito que a autora concedeu à Vogue Portugal: 

Como surgiu a ideia de escrever um livro neste gênero literário? 
Gosto muito de escrever e tenho esse hábito. Nunca tinha pensado escrever um livro, porque também não tinha mais do que umas folhas soltas sobre variadíssimos temas. Um dia, comecei a escrever a história da Viviane e do Max, por acaso. Escrevi um dia, e depois no outro. Comecei a ter vontade de lhes dar mais experiências, de fazer um caminho com eles. E nasceu assim este livro. Que na realidade não é mais do que a narração dos encontros e desencontros de duas personagens, que criei, mas que quase posso dizer que ganharam vida própria. 

Posso pedir-lhe para fazer uma sinopse da história e uma breve descrição da heroína?
Esta é a história de Viviane Rose e Maxwell Fox, ambos protagonistas. Tentei que os dois tivessem o mesmo espaço e a mesma atenção neste livro. Esta narrativa acompanha-os num processo de descoberta, deles próprios e da forma como se relacionam com os outros. É um enredo de paixão, que explora a luxúria e o desejo, e a forma como se quebram regras e se ultrapassam os limites do corpo e, inevitavelmente, da mente. São dois jovens adultos que vivem uma paixão intensa, muitas vezes desconcertante, que os hipnotiza. A relação deles é muito particular, é única. Como o são todas as relações que temos. Mas acho que a maioria das pessoas consegue rever-se facilmente no que a Viviane e o Max sentem, nas emoções que vivem. Eu diria que essa proximidade é quase incontornável. 

As personagens são totalmente fictícios ou são reflexo de experiências pessoais/reais? E que tipo de pesquisa se faz para criar episódios para uma história deste tipo? 
O processo de criação deste livro foi absolutamente intuitivo. Foi acontecendo. As personagens são totalmente ficcionais. A sua existência é circunscrita ao papel que têm neste livro. Todas as personagens têm naturalmente traços de pessoas reais, com quem me devo ter cruzado ao longo da vida. Na vida real, em livros ou em filmes. Por isso, são inspiradas em pessoas de carne e osso.

É o seu primeiro livro? 
É o meu primeiro livro. 

E porquê a estreia neste gênero literário em particular?
Não foi nada deliberado. Como lhe disse, nunca tinha pensado em escrever um livro. Até começar intuitivamente a escrevê-lo. E foi este o tema, foi esta a história. Não há outra razão para ser assim. 

Optou por manter o anonimato, enquanto autora – porquê? 
Porque acredito que a minha atividade profissional poderia estar comprometida por ser autora de um romance erótico. Tenho pena que assim seja, porque me orgulho muito do livro e adoraria dar a cara por ele. E até posso estar enganada. Mas não quero arriscar para descobrir. Gosto muito do que faço e também gosto muito de escrever. Se puder manter o anonimato e não ter de escolher entre os dois mundos, será perfeito.

Sente que ainda há preconceito em relação a este tipo de romance ou acha que livros como o "50 Shades of Grey" vieram credibilizar este nicho de mercado? 
Acho que existe interesse por este gênero literário e bestsellers como a trilogia de E. L. James vieram demonstrar isso mesmo. Não sei se se trata de credibilizar … a literatura erótica tem uma história secular e, em alguns períodos, foi muito consagrada e destinada até a um nicho de elite. Se recordarmos nomes como Anaïs Nin, Simone de Beauvoir, Henry Miller, Catherine Millet ou Marquês de Sade, constatamos isso. Hoje, felizmente, há mais pessoas a ler e a ler mais e há, claramente, mercado para este género literário.

E sente que o mercado procura cada vez mais este gênero literário? O português também? 
Sem dúvida. Os romances eróticos são dos livros mais vendidos em Portugal.

Reparei que usa o Pinterest para criar moodboards sobre “Hoje é melhor do que para sempre” e a sua protagonista. Vi também que criou uma página de Facebook para o título. Considera que as redes sociais são um bom complemento para criar ambiente para a história? 
São um complemento de proximidade. Um meio adicional para me ajudar a transportar os leitores para o universo dos meus protagonistas. Utilizo o Pinterest para lhes dar mais vida, para facilitar uma aproximação entre as minhas personagens e os leitores. Quando leio, dou por mim a pensar como será aquela personagem, do que é que ela gosta, que estilo tem, de que música gosta, quais são os hobbies. Com o Pinterest, consigo dar aos leitores essas respostas, ainda que eles possam apropriar-se das personagens e “colori-las” como quiserem. É essa a magia! 

O que gostou mais, nesta experiência de escrever um livro deste gênero?
Acho que criar as personagens e construir-lhes uma vida, uma história é fantástico. Acabamos mesmo por nos envolver com eles, sofrer as angústias vibrar com as emoções. Lembro-me que, quando escrevia um capítulo do livro mais intenso, em que as coisas não correm tão bem entre a Viviane e o Maxwell, tive de fazer uma pausa de dias até retomar a história. E, durante esses dias, em que não tinha mesmo como escrever, lembro-me de estar angustiada por não os ter libertado ainda do clima de tensão em que os tinha deixado. É um processo muito emocional, que contagia.

Será o primeiro de muitos? 
Espero que sim! 

Porquê o pseudônimo S.D. Gold? Tem algum significado que possa partilhar? 
Tem um significado especial, sim. Mas o Gold, em particular, escolhi-o porque publicar este livro é a realização de um sonho. E porque realizar sonhos vale muito, vale “ouro”.


 Leia um trecho do livro em PDF  (em Português de Portugal)


2 comentários :

Rosacarla Madeira Franco disse...

Nossa parabéns pela resenha e entrevista, muito bom, super interessada em lê-lo

Patrícia Salomão disse...

Que post interessante!
Mal posso esperar por esse livro.

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