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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio Que Longe de Tudo - David Foster Wallace


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Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio Que Longe de Tudo


"Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo" reúne uma seleção de seis textos do autor David Foster Wallace. Com a proposta de fornecer uma porta de entrada ao universo literário do autor, o volume abriga três reportagens – entre elas o ‘texto do navio’, o relato de um cruzeiro pelo Caribe -, uma palestra sobre Kafka, uma crônica sobre o tenista Roger Federer e ‘Isto é água’, o discurso de paraninfo que se difundiu pela internet. Na reportagem que dá título ao livro, Wallace, enviado pela Harper’s a uma feira agrícola em Illinois, sai com uma crônica sobre o estilo de vida americano. Em ‘Pense na lagosta’, o autor aproveita a visita a uma feira gastronômica para refletir sobre a legitimidade ética de ferver lagostas vivas para degustá-las. Ao tratar desses e de outros temas, o autor busca ignorar as convenções da apuração jornalística e se concentra nos detalhes mais inusitados.




David Foster Wallace é um dos meus escritores preferidos. Irônico, irreverente, brilhante.




Foi um escritor e jornalista norte-americano. Em 12 de setembro de 2008, David Foster Wallace, com 46 anos na época, foi encontrado enforcado. Segundo seu pai, ele sofria de depressão há mais de 20 anos, mas esta vinha se tornando mais severa nos meses que precederam seu suicídio. 
Sua obra literária tem sido apontada como uma das coisas mais inteligentes produzidas nas últimas décadas. A revista Time chega a dizer que Infinite Jest é um dos cem melhores livros escritos em inglês desde 1923. 
David era um maximalista, exibindo em sua obra uma enorme curiosidade sobre o mundo e o universo de sentimentos humanos. Ele escreveu livros longos, e seu livro mais famoso "Infinito Jest" tem 1.079 páginas.  

Em contraste com o espírito animado de sua escrita, David Wallace era um homem de temperamento modesto, de cabelos compridos, infeliz na frente de uma câmera, consumido com seu trabalho e perpetuamente em conflito com ele mesmo. Os jornalistas que o entrevistavam falavam sobre o seu desconforto com a celebridade. E aqueles que o conheceram melhor concordam que era um escritor talentoso, com uma alma igualmente perturbada. 
"Ele era um grande talento, o nosso mais forte escritor retórico". "Ele também era a mais doce  e  atormentada pessoa que eu já conheci.  disse em uma entrevista  Jonathan Franzen , um amigo de David e autor de "As Correções". 

Em 2005 David foi convidado para fazer um discurso de formatura para os alunos da Kenyon College. Seu discurso intitulado "Isso é Água", ousado,  causou as mais diferentes reações no público presente, o que ocorre até hoje, indo da admiração ao desconforto. 

O discurso de 22 minutos começa assim:

Dois peixinhos estão nadando juntos e cruzam com um peixe mais velho, nadando em sentido contrário. Ele os cumprimenta e diz:
- Bom dia, meninos. Como está a água?
Os dois peixinhos nadam mais um pouco, até que um deles olha para o outro e pergunta:
- Água? Que diabo é isso?


The Glossary fez uma edição de 9 minutos com os melhores momentos do discurso "Isso é água". Vale a pena assistir:


 


Fonte: Skoob, Wikipedia

Um comentário :

Patrícia Salomão disse...

Vocês são demais. Adoro esse autor.
Obrigada!

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