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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Annie's Song - Catherine Anderson



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Annie's Songe


Alex Montgomery ficou horrorizado ao descobrir que seu irmão abusou de uma moça indefesa. Atormentado pela culpa, Alex se casa com ela e pretende criar o filho que leva em seu ventre. 
A pouco tempo do casamento, Alex descobre que Annie Trimble, a filha “boba” de um juiz local, não sofre nenhuma incapacidade mental, mas sim padece de surdez. Enquanto Alex aprende a comunicar-se com Annie, desperta uma parte inexplorada da moça e lhe mostra um mundo do amor.






Resenha da Bel


     
CONTÉM SPOILERS

A história se passa em Oregon em 1800. Annie Treme é a jovem filha de um juiz com pretensões de uma carreira política. Ela é vista por todos como "retardada" (odeio esse termo), e muitas vezes citada como idiota. Quando ela tinha seis anos de idade, sofreu uma febre não tratada o que lhe causou surdez, mas as pessoas confundem seu problema de perda de audição com loucura. 
Um dia Annie está na floresta quando um grupo de jovens se depara com ela. O líder do grupo é Douglas Montgomery, que está bêbado e a estupra. Seu irmão mais velho Alex Montgomery fica completamente chocado quando descobre o comportamento desprezível de irmão e o expulsa de casa. Alex procura o pai de Annie, para tentar consertar o estrago feito por seu irmão. Poucos meses depois eles descobrem que Annie está grávida. Alex decide que a coisa certa a fazer é casar-se com a moça e reivindicar a criança como sua, já que ele é estéril.
Como todos acreditam que Annie é incapaz de tomar decisões, em nenhum momento ela tem poder de decisão sobre sua vida ou seu futuro. Ela é descrita repetidamente por sua família e pelas pessoas da cidade como uma demente. 
Incapaz de se comunicar com os outros, desprezada pela sociedade e pela família, ela é a epíteto da solidão. A única interação que tem é com as pessoas da sua família e mesmo sua própria mãe, às vezes parece muito cruel e ignorante às necessidades da filha. O fato é que ninguém nunca explicou nada a ela sobre a vida. Apesar de estarmos falando sobre 1800 e ela não ter contato com muitas pessoas além de sua família, acho que sua inocência beira o absurdo. Annie não teve nenhuma informação sobre sexo, não entende que o mesmo gera bebês então acha que, ao invés de dar à luz, vai botar um ovo (kkkk essa é demais!). Apesar do absurdo, esse fato me rendeu muitas risadas. 
No decorrer da história, Catherine Anderson fez um excelente trabalho mostrando a evolução da personagem. Ela passa de uma jovem triste, cheia de medo e inseguranças para uma mulher madura que aprende a se defender e que toma as rédeas de vida. 
Gosto da forma como a autora criou personagens multifacetados. Como acontece na vida real, ninguém é perfeito, ninguém é totalmente bom. Muitas vezes na vida tomamos decisões erradas pensando que estamos fazendo o melhor para alguém que amamos, mas até que ponto nossas decisões irão afetar o futuro de outras pessoas? Teria sido muito fácil odiar a mãe de Annie, mas ela é uma mulher complicada que cometeu erros, mas acredita  sinceramente que está fazendo o melhor para a filha e não sabe muito bem como lidar com a situação. 
Quanto a Alex, no começo quando tem que conviver com Annie, ele não sabe ao certo como lidar com ela ou com a situação. Aos poucos ele começa a ver que Annie é inteligente e entende o que se passa ao redor. É emocionante a cena em que ele descobre que  Annie é surda, mas vocês terão que ler para saber. O que posso dizer que Alex é maravilhoso e faz de tudo para tornar a vida dela mais fácil. Ele aprende linguagem de sinais, para que eles possam se comunicar. 
Alex é um homem íntegro, leal e eu simplesmente me apaixonei por ele desde o inicio do livro. Ele não é o macho alfa das histórias que nos encantam, mas é doce, paciente, totalmente altruísta e o melhor de tudo: é perfeito para Annie.
Eles aprendem muito um com o outro. Ela o ensina a olhar a vida de forma diferente, a apreciar as coisas simples e ele a ensina a enfrentar seus medos e desafios. Sua jornada é muito bonita, apesar disso não pensem que foi um caminho fácil para ambos, muito pelo contrário.
Na minha opinião, a história tem alguns pontos negativos.  Primeiro a inocência de Annie é algo surreal, mesmo para a época (rindo novamente ao me lembrar da história do ovo). O fato ninguém ter percebido a surdez de Annie é completamente fora da realidade. Por fim, a impunidade do irmão de Alex, mesmo tendo estuprado a moça, roubado o irmão, seguiu totalmente impune, o que me deixou indignada. Bem, nem mesmo tais dissonâncias  tiraram o brilho da história, que é realmente muito bonita. 
A forma como amor dos dois vai sendo construido gradativamente ao longo da história, o carinho e a dedicação de Alex em ajudar Annie é lindo. Portanto, eu recomendo a leitura dessa história.

"Seria possível que os bebês humanos também saíssem de ovos? Sua mãe tinha mentido e as fadas não traziam os bebês, depois de tudo? Esta simples ideia fez com que lhe acelerasse o coração. Voltando a levar as mãos a cintura, apalpou a ligeira protuberância. Se havia um ovo ali dentro, este já era muito maior que a maioria. Certamente sairia em 12ptmuito pouco tempo. 
E logo, o que? Ela pesava muito para sentar-se sobre um ovo sem rompê-lo. Então, o que se supunha que devia fazer com ele? Se os ovos se esfriassem, os pintinhos que se encontravam dentro nunca sairiam da casca de ovo. Annie supôs que morriam ali."


Capas do livro pelo mundo



 https://4.bp.blogspot.com/-vwUDnMSjsXM/WWlAfMmddxI/AAAAAAAAjNE/eUkCFaU1KmklMLmLHj7X-YqjXFUkWCyFACLcBGAs/s1600/ca1-horz-vert.jpg


Fonte: Goodreads
Postado por Bel

3 comentários :

Jessica DF disse...

Eu n gosto de livro que e historico muito n,principalmente pq naqla epoca as mulheres a maioria eram muito besta mais me interessei pla historia vou ler concerteza

Anônimo disse...

Todos os livros dessa autoras são de temáticas densas, com mocinhas no absurdo da "inocência", e vilões livres-leves-e-soltos.

Aprontam todas, acabam com a vida de meio mundo... mas não são punidos, em nome de uma "consciência superior, evoluída" (argh)

Em Sétimo Céu (outro com temática de estupro, nesse caso coletivo) a autora chega ao cúmulo de "deixar para lá" os estupradores.

Eles armaram uma emboscada, o grupo inteiro estuprou a garota, depois seguiram suas vidinhas felizes, como se nada tivesse acontecido.

(o irmão estuprador citado no post voltou, roubou o Alex e seguiu livre... muito provavelmente para estuprar e destruir outras pessoas)

Confesso que fiquei com um gosto bem amargo com esses finais.

Priscila Coelho disse...

Gostei muito da história de Alex e Annie, a compreensão dele sobre sua deficiência, um amor e tanto!!!! Concordo com o comentário sobre a impunidade com o agressor, Doulgas deveria ter sido punido.
Mas gostei demais do amor do casal, valeu muito a leitura.

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